segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Identificando adultos


Quando usamos o termo Andragogia entendemos a metodologia de aprendizado dedicada aos adultos. A expressão em si nos ajuda a trabalhar dentro de certos parâmetros e um deles é o foco principal da própria andragogia: o ser adulto. Mas, quem é esse ser adulto e quais as características básicas que nos ajudam a identificá-lo. Mais ainda, a partir de qual idade cronológica podemos considerar como adulto qualquer indivíduo?

Em sociedade tratamos como adulto aqueles indivíduos que perante a lei assumem a responsabilidade plena por sua vida e por seus atos. Como adulto, poderá casar, constituir família, dirigir, beber bebidas alcoólicas e até portar uma arma. Dependendo da sociedade, a idade mínima muda. Na maioria dos paises vemos, à luz da lei, idades mínimas de 18 a 21 anos. Na África, alguns países colocam como adultos aqueles indivíduos a partir de 13 anos.

Fora do olhar que a sociedade tipifica o adulto, na letra da lei, como poderemos enxergá-lo (o adulto)? Ou será que basta uma idade limite para encerrar a questão? Todos nós sabemos que não.

A reação do indivíduo às várias situações e desafios do meio nos dá uma resposta mais próxima sobre a sua condição de adulto. Como, em parte, tais reações são baseadas na experiência de vida, acredita-se que quanto mais idade ele tenha, muitos e diferentes momentos de aprendizado também tenha tido. No entanto, esta não é uma verdade absoluta, o que faz o indicador de idade o menos correto para acertar esta questão.

Quando levamos esta problemática para os treinamentos corporativos, onde – por questões de logística - a elaboração dos programas e dos cursos tem seus públicos-alvos definidos por níveis hierárquicos, cargos, áreas e escolaridade, entre outros, é certo encontrar colaboradores em diferentes estágios de maturidade, na mesma turma. É possível que você já tenha lidado com um adulto de cerca de 30-40 anos e ainda imaturo em muitas questões. Por outro lado, é possível também que você já tenha vivido bons momentos de aprendizado com adultos bem mais jovens com reações extremamente maduras.

Não são poucos os casos onde os colaboradores adultos mostram logo no início dos treinamentos, que sua dúvida mais importante é: “Professor, vai ter prova?”. Quando “tem prova”, sabemos de casos nos quais os adultos se esmeram em “colar” numa declaração formal de que o mais importante não é aprender, e sim, tirar a nota mínima para passar. Involuntariamente agem de forma imatura, não adulta, e muitas empresas estimulam este comportamento com processos inadequados de medição.


Quando o objetivo é o conhecimento e não a nota mínima para passar, cabe ao Instrutor, procurar identificar os vários sinais de maturidade (e imaturidade) de cada componente de suas turmas e trabalhar para provocá-los a se situar, cada um, no patamar de aprendiz de adulto. Isso mesmo. Longe de ser uma tarefa fácil, esta medida harmonizará a turma em vários momentos, principalmente nos mais críticos; e esta é uma responsabilidade do Instrutor.

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