sexta-feira, 16 de março de 2012

Ah,... Os paradigmas...


Muitas corporações utilizam atualmente o treinamento de seus colaboradores, em nível técnico e administrativo, na modalidade conhecida como híbrida, onde se mescla o aprendizado com o contato direto e presencial com o Instrutor de maneira síncrona, ao mesmo tempo em que existe um aprofundamento maior no tema do treinamento, através da forma assíncrona, na modalidade “online”. Na forma “online”, o sincronismo também existirá se alguns recursos estiverem disponíveis e o Instrutor for preparado nas questões de andragogia e, claro, dedicado aos participantes.

Nesta forma de treinar (“e-learning”), temos de entender que poderão existir três perfis diferentes de aprendizes. O primeiro: aquele que já experimentou treinamentos em “e-learnig”, identificou as suas vantagens e pode colocar em sua vida pessoal e profissional os ensinamentos recebidos; o segundo: aquele perfil de colaborador que nunca participou de um curso “online”, mas já tomou conhecimento deste tipo de aprendizado, já ouviu falar de seus benefícios e está disposto a fazê-lo com empenho; Por último, aquele que não conhece nada sobre isto, não quer conhecer e, de antemão, assume que não gosta.
A verdade é que os mesmos perfis estão presentes também em treinamentos presenciais quando diferentes reações aparecem diante do “novo”, como um novo paradigma, contrário as suas “verdades já estabelecidas”.

Como nos treinamentos presenciais, o modelo híbrido – ou somente o modelo “e-learning” – tem de ser trabalhado em três pontos principais: um deles está no conjunto de recursos oferecidos (como uma plataforma fácil de navegar, por exemplo); o outro é desenhar e colocar em prática, um efetivo processo de sensibilização dos participantes, estimulando-os a perceber o que eles ganharão com esta modalidade de aprendizado; por último, e mais importante, a escolha de um instrutor experiente, que identifique e trabalhe as dificuldades de cada um, oferecendo possibilidades de muitas trocas de experiência.

Caberá ao Instrutor, o entendimento da questão dos paradigmas. Ele – o Instrutor - precisará de chaves especiais e específicas para percebê-los, conhecê-los, discuti-los e destruí-los, quando for necessário. Nisto, a andragogia é uma excelente aliada.

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