sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

PNE e os Jogos.




Em treinamentos corporativos o objetivo das horas dedicadas ao aprendizado é assegurar a reprodutibilidade dos resultados à luz das políticas, normas e procedimentos da empresa e, sempre, de acordo com os parâmetros e especificações predefinidos.

Um desvio daquilo que já está preestabelecido, desvio esse não autorizado e muitas das vezes até mesmo totalmente desconhecido pelo grupo de liderança das organizações terá enormes probabilidades de provocar falhas de processo, retrabalhos, perdas, reclamações de clientes e prejuízos tangíveis e intangíveis.

Buscar harmonizar a forma de enviar as informações durante os treinamentos em eventos corporativos é um erro, visto que a audiência sempre será formada por indivíduos diferentes. Ao invés disto, criar condições para que cada indivíduo extraia o máximo de cada treinamento  é uma diferença crucial que definirá a efetividade dos treinamentos em si.

Um dos aspectos que, em muito, promove tais condições é o emprego de jogos. Existe um sem número de artigos que exploram o uso de jogos em aprendizado corporativo, com um rol de vantagens e até mesmo desvantagens sobre o seu emprego. Mais vantagens; é verdade.

Jogos são importantes. É um fato. Mais importantes, no entanto, quando o inserimos como ferramenta de aprendizado dos colaboradores portadores de necessidades educativas especiais.

Vale registrar que o termo “jogo” não está associado exclusivamente às dinâmicas de grupo, onde aí entram a interatividade e a competição, fatores estimulantes em treinamentos corporativos. O termo “jogo” está associado ao exercício do aprendizado de maneira lúdica, onde o indivíduo até mesmo sozinho, “brinca” com os temas e aprende brincando, trabalhando com regiões do seu cérebro as quais os jogos possuem as chaves para destrancar. Assim, longe das salas de treinamento e até mesmo sozinho, ao brincar com uma palavra cruzada a respeito de um tema de treinamento corporativo, o colaborador portador de necessidades educativas especiais é estimulado pelo jogo e se abre ao conhecimento sobre o tema. Sem pressões de tempo, sem constrangimentos. Dentro do seu tempo. Mais: quando ele mesmo chama seus colegas portadores ou não de tais necessidades para participar do jogo e permite a interação discutindo o tema, esclarecendo suas dúvidas e até mesmo explicando dúvidas de outros, isto também é feito dentro de um tempo próprio e específico.
 Imagem: Uma das páginas do periódico "Boletim Boas Práticas",
dedicado ao tema Boas Práticas de Fabricação,
distribuído pela SQualidade

Palavras-cruzadas, caça-palavras, forca, entre outros jogos, são exercícios que se bem elaborados e disponibilizados de forma periódica apresentam-se como excelentes ferramentas de aprendizado para qualquer colaborador, mas especialmente para aqueles com necessidades especiais de aprendizado.

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