domingo, 27 de julho de 2014

Desafio PNE

 
Caso 1: A Justiça Federal brasileira reconheceu em julho/2014 o direito de seis estudantes com deficiência auditiva de refazer a prova do Exame Nacional do Ensino Médico (Enem) de 2013. Eles alegam que os interpretes não realizaram a tradução a contento, apesar de devidamente certificados em proficiência em “Tradução e Interpretação da Língua Brasileira de Sinais”. 
Caso 2: No enterro de Nelson Mandela, o interprete realizou um verdadeiro “show” de sinais que nada tinha a ver com a linguagem de indivíduos portadores de necessidades especiais. O incidente correu o mundo de maneira curiosa, e evidenciou o quanto foi danoso para muitas pessoas com limitações de audição, que esperavam ter notícias em tempo real dos acontecimentos. 
Nos dois casos, apenas a presença e atuação dos interpretes não assegurou o sucesso, e promoveu verdadeiros fracassos. Os dois casos são apenas ilustrativos, porém... 
... Contar com o trabalho de interpretes que utilizem a linguagem de sinais para assegurar a efetividade dos treinamentos corporativos é um fator crítico de sucesso, mas, por si só, pode não bastar. 
Em países nos quais se promova a integração de portadores de necessidades especiais; nos quais a legislação obrigue às empresas a contratação de tais pessoas em um percentual predeterminado e nos quais a sociedade enxergue tais ações como extremamente positivas como acontece hoje no Brasil, veremos, cada vez mais, a contratação de colaboradores com limitações auditivas, apenas como exemplo. 
Como o objetivo é integrar as pessoas – e como elas, em suas rotinas, estarão integradas com seus colegas de trabalho, promover treinamentos em separado, pode ser uma atitude desastrosa. 
Assim, lá vai: Vislumbrando o presente - à luz de uma necessidade premente e à luz das exigências legais - e preparando-se para o futuro, o que poderemos fazer para incrementar nossos treinamentos a ponto de assegurar a efetividade até entre os portadores de necessidade especiais, além de poder contar com intérpretes?
Veja o parecer de muitos profissionais de diferentes áreas sobre o tema.
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